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28/07/2010  
Profissão do futuro: engenheiro biomédico
O aspecto que eu quero comentar é a necessidade de uma regulamentação futura, que reflita as necessidades de momento, na velocidade que o mercado espera

Esse assunto pode lhe parecer distante agora, mas em poucos anos, estará batendo à sua porta, seja através de lacunas na legislação, seja numa enorme dificuldade em encaixar o que o futuro nos reserva na moldura que usamos hoje, a qual já está defasada em relação às tecnologias de avanços mais recentes.

Não obstante, essa não é uma prerrogativa brasileira. Todos os governos do mundo têm a mesma dificuldade, seja em maior ou menor grau. Resumindo: os marcos regulatórios nunca avançam na velocidade e na necessidade do mercado.

E várias dessas Profissões do Futuro dependerão de marcos regulatórios mais atualizados e flexíveis. Um exemplo pode ser a profissão número 1 da lista: Engenheiro Biomédico. Como desenvolver novas propostas de próteses, substitutos artificiais de partes naturais do nosso corpo, se a legislação fica amarrada numa época em que tudo isso era pura ficção?

E os Medicamentos obtidos a partir de organismos geneticamente modificados?

Portanto, cabe à sociedade organizada elaborar alguns cenários possíveis, verificar o que será necessário para que esses cenários se concretizem e, a partir daí, colaborar com as autoridades governamentais (em conteúdo, treinamentos e cobranças), para que os marcos regulatórios estejam prontos quando forem necessários.

Em resumo, é preciso fazer a lição de casa. Do contrário, seguiremos num cenário reativo, onde sempre estaremos aquém das necessidades e os marcos regulatórios, ao invés de servirem de balizas orientadoras e combustível para os projetos, continuarão a ser encarados como o freio de todo o processo.

O cenário regulatório mudou e jogar no risco passou a ser um péssimo negócio. O que vale agora são jogadas estratégicas, inteligentes, elaboradas com o melhor que a Ciência e o Direito podem nos fornecer para termos o ambiente regulatório ideal que nos permita o desenvolvimento, o barateamento dos produtos e processos, com um reflexo positivo para o governo, as empresas e, principalmente, para os pacientes.
com informações do Sáude Business Web, por Roberto Latini
 
O presente artigo/texto acima é apresentado meramente para fins de informação e debates, não devendo ser considerado uma opinião legal para qualquer operação ou negócio específico.