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04/03/2010  
Por dentro da cabeça dos CIOs da saúde
Para eles, é preciso melhorar a eficiência nos custos, transformar dados em informações e entender que as necessidades dos pacientes mudaram

"Os maiores desafios do setor e dos profissionais de TI para a saúde são trabalhar o profissionalismo das gerências de saúde, entender que as necessidades dos pacientes estão mudando e que eles estão muito mais exigentes. Além disso, com o aumento da competitividade no setor, é preciso fidelizar esses pacientes e tornar os cuidados com a saúde muito mais preventivos do que reativos", afirma Silvana Zimmermann, executiva de Pequenas e Médias Empresas da IBM Brasil, sobre o estudo A nova voz do CIO, realizado pela empresa.

Esta análise, conduzida pela IBM Brasil com mais de 130 líderes de TI de todo o País, mostra que esses profissionais estão cada vez mais alinhados às expectativas do negócio e que as preocupações e prioridades dos CIOs brasileiros são compartilhadas por seus cerca de 2.500 pares estrangeiros que participaram do Global CIO Study, promovido em quase 80 países.

Conforme o estudo mundial, os três principais fatores externos de preocupação do CIO atualmente são mudanças nos modelos de negócio, orçamento e fatores macroeconômicos, sendo que no Brasil o último item aparece com mais destaque, por conta da estabilidade econômica ainda recente e pela inserção do Brasil na economia global. Ainda no País, um dos pontos discrepantes na comparação com a pesquisa global é a preocupação com os fatores regulatórios, devido à presença governamental em alguns setores.

Em relação aos critérios mais importantes para avaliar a performance da área de TI, destaque para execução de projetos dentro dos prazos definidos e melhor eficiência nos custos. "Os CIOs brasileiros da área da saúde precisam promover a padronização dos sistemas e processos, que foram criados de forma isolada. Desta maneira, conseguirão criar mais valor ao trabalho e reduzir custos", analisa Silvana.

De maneira geral, o estudo reforça o crescimento do papel estratégico do CIO como líder visionário e impulsionador do crescimento financeiro. E entre as prioridades do profissional brasileiro aparecem a ferramenta de Business Intelligence (BI) e outras soluções analíticas (destacadas por 89% dos entrevistados para extrair insights e ampliar vantagens competitivas ao negócio), soluções de mobilidade (com 85% das respostas), Risk Management and Compliance (77%) e soluções de virtualização (75%).

CIOs similares em maturidades de empresas diferentes

Para Silvana, a demanda de transformação para o setor de saúde é grande, sendo que os desafios são mundiais: globalização, crescimento do consumo, mudanças demográficas, aumento de doenças crônicas e necessidade de tecnologia. Em meio a isso, os CIOs têm como inibidores a pressão financeira e a capacidade de balancear os projetos de curto e longo prazo. "Os CIOs brasileiros e estrangeiros são similares, mas convivem com maturidades de empresas diferentes", argumenta.

Por outro lado, a executiva aponta como mudanças dos CIOs do setor da saúde o fato de eles estarem se envolvendo mais com o negócio. "Com isso, esses líderes não trabalham mais a TI apenas como provedora de infraestrutura. No entanto, ainda precisam atuar para que o grande volume de dados se transforme em informação, em indicadores para as áreas de negócios."

A boa notícia da pesquisa é que tanto os CIOs brasileiros quanto os estrangeiros passam a maior parte de seu tempo discutindo estratégias de negócio. Para se ter uma ideia, o Global CIO Study aponta que os líderes de TI das empresas mais lucrativas gastam, em média, o dobro de tempo promovendo visão de negócios, frente aos profissionais de companhias de baixa performance.

Os estudos A nova voz do CIO e Global CIO Study foram realizados com líderes de TI de pequenas, médias e grandes empresas da América do Norte, Europa Ocidental, Japão e países de rápido desenvolvimento, abrangendo os setores público, financeiro, industrial, de distribuição e de comunicação. No segmento de saúde, foram entrevistados profissionais de hospitais, clínicas e laboratórios.
Com informações do Saúde Business Web, por Giovanna Rodrigues
 
O presente artigo/texto acima é apresentado meramente para fins de informação e debates, não devendo ser considerado uma opinião legal para qualquer operação ou negócio específico.